PRAZER NATURAL
Foi mesmo ali. Na terra.
Debrucei-me sobre ela e abri-a com as mãos.
Devagarinho.
Suave... suave... era a carícia dos dedos naquelas dobras macias.
Afagando.
Afastando.
Procurando o centro - o melhor de tudo.
Crescendo-me água na boca em antecipação do sabor.
Do prazer...
Aberto o caminho, foi a língua mergulhando na frescura tenra que se deu inteira.
Lábios e dentes, respondendo ao apelo, apertaram-se no gozo do gosto.
Mordi-a!
Devorei-a toda!
E agora há menos uma alface na minha horta biológica...
M.M.Cruz
2 Comments:
Há menos, mas espero que ainda haja algumas. É que essas alfaces devem ser uma delícia, a julgar pela volúpia da voz que a canta.
Até as palavras se comem e se bebem.. e há melhor manjar?
M&M que maravilha e como diz o António que volúpia. Ora, se não tivessemos já posto os nossos alvos dentinhos ao serviço de uma dessas extraordinárias alfaces diriamos que elas eram muito afrodisíacas... e mais não dizemos:)... preferimos encontrar-vos no sábado. Inté
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